01 maio 2014

Folha Dominical 54

II Domingo da Páscoa
Festa da Divina Misericórdia

"Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois , estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome."
(Jo 20, 19-31)

Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (...). Vinde, vede o lugar onde jazia» (Mt 28, 5-6). Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou! Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte. Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído... «Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto. Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado! Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.
Da mensagem uibi et orbi do Papa Francisco, 20 de Abril de 2014

24 abril 2014

... enamorados #2

É teu o respirar que deixa cada nova folha a palpitar. É tua a graciosidade que guia a corrente do rio. É teu o vigor e a chama no coração de uma flor: o sentido da vida, a sua música, o seu orgulho e o seu poder.
Autor Desconhecido

Estar contigo é como caminhar numa manhã clara – a nítida sensação de fazer parte dela. 
E. B. White (1899 – 1985)

Os que se amam não se encontram finalmente um certo dia, eles existiram desde sempre um no outro. 
Jalal Al-Din Rumi (1207 – 1273)

Só o Amor é eterno, só o Amor não morre… 
Harry Kemp, From “The Passing Flower”

O amor de um ser por outro só existe quando duas solidões se aproximam, se reconhecem, se protegem e se reconfortam. 
Han Suyin (Mrs. Elizabeth Comber), N. 1917

Ver um casal jovem que se ama não é motivo de surpresa; mas ver um casal de idosos que se ama é a melhor visão que se pode ter. 
William Makepeace Thackeray (1811 – 1863)

O amor comprime-se para se abrigar debaixo do guarda-chuva, muito depois de a chuva ter parado. 
Stuart e Linda Macfarlane

Qualquer coisa, tudo, pequeno ou grande, se torna uma aventura quando partilhamos com a pessoa certa.
Kathleen Norris (1880-1966)

O amor é enriquecido pela partilha das coisas boas, e torna-se mais forte a cada dor enfrentada a dois. 
Pam Brown, N. 1928

O amor é um feiticeiro… Inebria, envolve, isola. Cria a fragância no ar e ardor na indiferença. Embeleza tudo o que o rodeia. 
Leos Janacek (1854 – 1928)

22 abril 2014

Nosso Benfica Campeão =D


Curiosidades...

- Há 33 anos que o Benfica não jogava num domingo de Páscoa.

- Até ontem, quando venceu o 33.º título de campeão.

- Luís Filipe Vieira, o 33.º presidente do clube.

- Jesus Cristo ressuscitou aos 33 anos.

Para além disto:

- Jesus é o treinador do Benfica e conquista o 33 no dia de Páscoa.


Retirado do Facebook do Sport Lisboa e Benfica B

19 abril 2014

Feliz Páscoa

Então antes que seja tarde demais, desejo a todo esse outro mundo virtual uma Santa Páscoa, com muitos folares, amêndoas e ovinhos do tal Coelhinho =)


17 abril 2014

... enamorados #1

O Amor é uma palavra pequena, que contém tudo: o corpo, a alma, a vida, toda a existência. 
Guy de Maupassant (1850-1893)

Na nossa vida só existe uma cor, como na paleta do pintor, que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor. 
Marc Chagall (1889-1985)

Não se pode tocar no amor, mas pode sentir-se a sua doçura a invadir tudo. 
Annie Sullivan (1866-1936)

Sentimo-lo como sentimos o calor do sangue; respiramo-lo como respiramos o ar; transportamo-lo dentro de nós como transportamos os nossos pensamentos… é um estado inefável designado por quatro letras… 
Guy de Maupassant (1850-1893)

Só o amor é capaz de unir pessoas de uma maneira que as complete e preencha. É com este único objectivo que as escolhe e junta através do que é mais profundo nelas. 
Pierre Teilhard de Chardin

Oh, a tranquilidade – a inexplicável tranquilidade de nos sentirmos seguros com uma pessoa – não termos de pesar os pensamentos, nem de medir as palavras, mas simplesmente de as deixar sair. 
Dinah Maria Mulock Craik (1820-1887)

Na porta do meu coração escrevi «Passagem proibida,» Mas o amor veio a rir e gritou «Eu entro em qualquer lugar». 
Herbert Shipman

Toda a maravilha e riqueza da mina está no coração da pedra preciosa: no centro de uma pérola toda a sombra e luz do mar, a brisa e a frescura, a escuridão e a claridade… A verdade mais luminosa, a mais pura confiança no universo – tudo estava, para mim, no beijo de uma rapariga. 
Robert Browning (1812-1889)

No momento em que satisfazemos os nossos afectos, a Terra transforma-se: não há noite: todas as tragédias, todo o tédio se dissipam; até mesmo as obrigações… 
Ralph Waldo Emerson (1803-1882)

… Vieste e logo apareceu o sol, e a relva tornou-se dourada; e as flores murchas iluminaram-se pelo riso, e a urze do prado vibrou de amor. 
Algernon Charles Swinburne

12 abril 2014

E está aberta oficialmente a época das amêndoas de Páscoa! (para mim, claro) De preferência de chocolate branco *.*

10 abril 2014

Dança do Campeão


Não gostei particularmente no entanto, no fim, fica bem no ouvido e cheira.me que vai fazer furor algures num Mundial.... digo eu!

08 abril 2014

Report of last week =)

Isto de passar muito tempo sem ir ao cinema deixa saudades e por isso na semana passada fomos ver o Rio2. Fiquei fã do primeiro filme e por isso não podia deixar de ver o segundo. E por isso coloquei as expectativas bastante altas, o que fez com que me desiludisse um bocadinho... mas não foi na história em si, porque isso estava óptima, foi mais no sentido das falas... era em brasileiro... e lá nisso não gostei nada...! No outro filme ninguém falava brasileiro, então por carga d'água é que se lembraram de falar neste?! Baaahh... mas pronto é a vidinha e não se pode fazer nada em relação a isso, afinal foi só mesmo nesse ponto que menos apreciei. 



Entretanto, eu já andava há bastante tempo, mesmo, para provar uma francesinha e como as verdadeiras são do Porto e eu nunca lá fui, fui deixando passar até surgir alguma oportunidade de experimentar a verdadeira e depois sim, comparar com as cá de baixo, inventadas presumivelmente. E então não é que na semana passada passou.se o Festival da Francesinha na FIL, onde 7 restaurantes do Porto trouxeram as francesinhas, e eu com a vontade que tinha em provar fiz.me deslocar até lá com o meu homem a rasto... E pronto, quando lá chegámos tivemos a enorme dificuldade de escolher entre os 7 restaurantes, pois havia com bife, com leitão, no forno a lenha, vi com fiambre como cobertura em vez de queijo, bem, um dilemazinho daqueles, optámos por um ir ao de forno a lenha e o outro àquele que tínhamos visto na televisão e que pareceu com bastante bom aspecto. Depois de servidos, e provarmos as duas francesinhas, chegámos à bela conclusão que o que aparecia na televisão está muito longe do que comemos (mesmo em relação ao aspecto visual) e a que é feita em forno de lenha era de longe a melhor menos picante, mais tostadinha, enfim, só por aquela é que fiquei convencida que as francesinhas são boas. E depois para estragar tudo o preço era extremamente caro em comparação com o que nos serviram, em pratos de plástico e bebidas em copos de plástico. Mas pronto, resumidamente foi um dia bem passado =)   

06 abril 2014

Caminhos de Sabedoria *14

Estações da Vida

Deixa-te levar pelos acontecimentos e liberta a tua mente. Concentra-te na aceitação. Este é o grande objectivo. 
Chuang Tse

Debaixo do céu há tempo para tudo e momentos certos para cada coisa. 
Eclesiastes 3, 1

Tudo é um círculo. Cada um de nós é responsável pelas suas acções. Volta tudo para nós. 
Betty Laverdure, Ojibway

A felicidade e a tristeza são gémeas, deixemo-las ir e vir como nuvens. 
Yogaswami (1872-1964)

Sê rijo como uma folha de relva: com raízes disposto a crescer e em paz com o que está à tua volta.
Natalie Goldberg

Tenho experienciado repetidamente que quando dizes à vida calma e firmemente, mas muito firmemente!, «Confio em ti; faz o que tens a fazer», a vida tem uma maneira misteriosa de responder às tuas necessidades. 
Olga Ilyin

O milagre não é voar no ar, ou caminhar sobre a água, mas caminhar na terra. 
Provérbio Chinês

O meu desafio não foi fazer o impossível – mas aprender a viver com aquilo que é possível. 
Sue Bender

Deus deu-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para distinguir uma e outra. A arte da sabedoria é saber o que procurar. 
William James (1842 – 1910)

Faz o que puderes, com o que tiveres, onde estiveres. 
Theodore Roosevelt (1858 – 1919)


Ficaremos todos bem, tudo ficará bem e todas as coisas ficarão bem. 
Julian de Norwich (c. 1342 – 1413)

01 abril 2014

Folha Dominical 53

IV Domingo da Quaresma
Tema: Modelo do Trabalho «Operário»


Irmão: Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade. Procurai sempre o que mais agrada ao Senhor. Não tomeis parte das obras das trevas, que são inúteis; tratai antes de condená-las abertamente, porque o que eles fazem em segredo até é vergonhoso dizê-lo.
Mas, todas as coisas que são condenadas são postas a descoberto pela luz, e tudo que assim se manifesta torna-se luz. É por isso que se diz:
«Desperta, tu que dormes, levanta-te do meio dos mortos e Cristo brilhará sobre ti».
(Ef 5,8-14)

O itinerário quaresmal que estamos a viver é um tempo particular de graça, durante o qual podemos experimentar o dom da benevolência do Senhor em relação a nós. A liturgia deste domingo, denominado «Laetare», convida a alegrar-nos, a rejubilar, assim como proclama a antífona da entrada da celebração eucarística: «Alegra-te, Jerusalém e vós todos que a amais, reuni-vos. Exultai e rejubilai, vós que estáveis de luto por ela: alimentar-vos-eis da abundância do vosso conforto» (cf. Is 66, 10-11). Qual é a razão profunda desta alegria? A resposta é-nos dada pelo Evangelho de hoje, no qual Jesus cura um homem cego de nascença. A pergunta que o Senhor Jesus dirige àquele que tinha sido cego constitui o ápice da narração: «Tu crês no Filho do Homem?» (Jo 9, 38). Deve ser evidenciado como uma pessoa simples e sincera, de modo gradual, realiza um caminho de fé: num primeiro momento encontra Jesus como um «homem» entre os outros, depois considera-o um «profeta», por fim os seus olhos abrem-se e proclam-n'O «Senhor». Em oposição à fé do cego curado está o endurecimento do coração dos fariseus que não querem aceitar o milagre, porque rejeitam em acolher Jesus como o Messias. A multidão, ao contrário, detém-se a discutir sobre o que aconteceu e permanece distante e indiferente. Os próprios pais do cego sentem-se amedrontados pelo juízo dos outros.
E nós, que atitude assumimos diante de Jesus? Também nós, por causa do pecado de Adão nascemos «cegos», mas na pia baptismal fomos iluminados pela graça de Cristo. O pecado tinha ferido a humanidade destinando-a à obscuridade da morte, mas em Cristo resplandece a novidade da vida e a meta à qual somos chamados. N'Ele, fortalecidos pelo Espírito Santo, recebemos a força para vencer o mal e realizar o bem. De facto, a vida cristã é uma conformação contínua com Cristo, imagem do homem novo, para alcançar a comunhão plena com Deus. O Senhor Jesus é «a luz do mundo» (Jo 8, 12), porque n'Ele «resplandece o conhecimento da glória de Deus» (2 Cor4, 6), que continua a revelar na complexa trama da história qual seja o sentido da existência humana. No rito do Baptismo, a entrega da vela, acesa no grande círio pascal símbolo de Cristo Ressuscitado, é um sinal que ajuda a compreender o que acontece  no Sacramento. Quando a nossa vida se deixa iluminar pelo mistério de Cristo, experimenta a alegria de ser libertada por tudo o que ameaça a plena realização. Nestes dias que nos preparam para a Páscoa reavivemos em nós o dom recebido no Baptismo, aquela chama que por vezes arrisca ser sufocada. Alimentando-a com a oração e com a caridade em relação ao próximo.
À Virgem Maria, Mãe da Igreja, confiemos o caminho quaresmal, para que todos possam encontrar Cristo, Salvador do mundo.
Bento XVI, 3 de Abril de 2011