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04 dezembro 2009

Amor - Próprio

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou a viver contra a minha própria verdade. Hoje sei o que isso é, chama-se AUTENTICIDADE.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar impor os meus desejos a alguém, mesmo sabendo que não é o momento, nem a pessoa está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei o que isso é, chama-se RESPEITO.

Quando amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje sei o que isso é, chama-se AMADURECIMENTO.

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto e que tudo acontecia correctamente. E então pude relaxar. Hoje sei o que isso é, chama-se AUTO-ESTIMA.

Quando me amei de verdade, deixei de me roubar o meu tempo livre e deixei de fazer projectos grandiosos para o futuro. Hoje só faço aquilo que me dá prazer e me faz feliz, o que amo e faz rir o meu coração, da minha própria maneira e com o meu ritmo. Hoje sei o que isso é, chama-se SINCERIDADE.

Quando me amei de verdade, livrei-me de tudo o que não era saudável para mim. Refeições, pessoas, coisas, situações e, sobretudo, de tudo o que me pusesse constantemente para baixo, me afastasse de mim. Comecei por chamar esta atitude de “egoísmo saudável”. Hoje sei que se chama AMOR-PRÓPRIO.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri que isso se chama HUMILDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de continuar a reviver o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde TUDO acontece. Hoje vivo um dia de cada vez e chamo a isso PLENITUDE.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco ao serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada. A esta ligação chamo hoje INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Já não precisamos de temer discussões, conflitos e problemas connosco e com os outros, pois até as estrelas chocam por vezes e criam novos mundos. Hoje sei que ISSO É A VIDA!

Charles Chaplin
Realizador, actor, comediante e compositor no seu 70º aniversário, em 16 de Abril de 1959

01 dezembro 2009

O Segredo do Amor: no mundo virtual


Uma expedição ao mundo virtual: sites de encontros amorosos como local de actuação
Muitas pessoas procuram companheiros compatíveis na Internet. Isto parece uma boa solução, pois existe uma grande escolha e é simplesmente possível estabelecer contactos. Ao mesmo tempo, muitos utilizadores verificam que isso também não funciona realmente, passado algum tempo. Se incluirmos o conhecimento da força do nosso íman do coração, compreenderemos as razões e poderemos mudar a nossa mais eficácia.

Navegar nas águas turbulentas da busca
- A maioria dos membros de um site de encontros amorosos “procura”. Ainda que, para nós pessoalmente, essa não seja a sensação predominante, estamos a movimentar-nos emocionalmente no meio de um grupo de pessoas, cujo íman emite sentimentos de carência, desilusões, dor, confusão emocional e sentimentos semelhantes. Se não possuirmos capacidades realmente extraordinárias de estabilidade emocional e de delimitação, o nosso próprio íman reagirá em conformidade. E se nos delimitarmos conscientemente, não podemos sentir realmente. Este é um dilema que alguns membros reconheceram e pelo qual admitem conscientemente não estarem à procura de nenhum companheiro, mas quererem sobretudo “conhecer pessoas”.
- As chamadas “más experiências” são um programa particularmente forte do íman. Com esta atitude de base, um companheiro potencial tem de ultrapassar obstáculos muito grandes para progredir através do escudo protector de resistência e de desconfiança, uma vez que só por detrás deste é que a proximidade humana será possível.
- Procura-se tendencialmente mais com o intelecto, por critérios que o intelecto consegue compreender, como, por exemplo, a idade, a altura, a profissão, o signo, a nacionalidade. Qualquer pessoa que já experimentou alguma vez o verdadeiro amor e a verdadeira proximidade sabe que os seus critérios se encontram além do intelecto.
- A oferta é praticamente infinita. A maioria das pessoas que está à procura tem em mente uma imagem ideal, e cada pessoa que não corresponde exteriormente a essa imagem não é incluída na selecção mais aproximada. Uma mera fotografia mal tirada pode constituir um impedimento.
- Muitos membros não desejam realmente um companheiro, nem procuram nenhuma relação amorosa. Jogam jogos de comunicação.
- A imagem ideal está muitas vezes impregnada de expectativas exageradas (como, por exemplo, a influência dos filmes). Isto dificulta as verdadeiras relações.
- Estar na qualidade de quem procura no meio de um excesso de oferta e não experienciou nenhuma realização, reforça a sensação de carência. Depois de algumas ou muitas tentativas frustradas, pode surgir uma sensação de insuficiência ou de rejeição que se pode transferir para o íman.
(Nono segredo: Decisão e Acção)

O Segredo do Amor de Ruediger Schache