22 outubro 2013
Folha Dominical 36
XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano C
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola
sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: “Em certa cidade vivia um
juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma
viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu
adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse
consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque
esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me
indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!...
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e
noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça
bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre esta
terra?»
(Lc 18, 1-8)
3. Com frequência, os obstáculos à obra de evangelização
encontram-se, não no exterior, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às
vezes, estão relaxados o fervor, a alegria, a coragem, a esperança de anunciar
a todos a Mensagem de Cristo e ajudar os homens do nosso tempo a encontra-Lo.
Por vezes há ainda quem pense que levar a verdade do Evangelho seja uma
violência à liberdade. A propósito, são iluminantes estas palavras de Paulo VI:
«Seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos.
Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus
Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa
consciência fará (…), é uma homenagem a essa liberdade» (Exort. Ap. Evangelli
nuntiandi, 80). Devemos sempre ter a coragem e a alegria de propor, com
respeito, o encontro com Cristo e de nos fazermos portadores do seu Evangelho;
Jesus veio ao nosso meio para nos indicar o caminho da salvação e confiou,
também a nós, a missão de a fazer conhecer a todos, até aos confins do mundo.
Com frequência, vemos que a violência, a mentira, o erro é que são colocados em
evidência e propostos. É urgente fazer resplandecer, no nosso tempo, a vida boa
do Evangelho pelo anúncio e o testemunho, e isso dentro da Igreja. Porque,
nesta perspectiva, é importante não esquecer jamais um princípio fundamental
para todo o evangelizador: não se pode anunciar Cristo sem a Igreja.
Evangelizar nunca é um acto isolado, individual, privado, mas sempre eclesial.
Paulo VI escrevia que, «quando o mais obscuro dos pregadores, dos catequistas
ou dos pastores, no rincão mais remoto, prega o Evangelho, reúne a sua pequena
comunidade, ou administra um sacramento, mesmo sozinho, ele perfaz um acto de
Igreja». Ele não age «por uma missão pessoal que se atribuísse a si próprio, ou
por uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome da
mesma» (ibid., 60). E isto dá força à missão e faz sentir a cada missionário e
evangelizador que nunca está sozinho, mas é parte de um único Corpo animado
pelo Espírito Santo.
(da Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o Dia
Mundial das Missões 2013)
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17 outubro 2013
Caminhos de Sabedoria *1
A Jornada da Vida
Procura o fim da jornada a cada passo que deres.
Ralph Waldo
Emerson (1803 – 1882)
Quando estamos no caminho certo, tudo o que temos a fazer é
continuar a andar.
Citação Budista
Não sigas um caminho já traçado. Em vez disso, vai por onde
não há caminho e deixa um trilho.
Autor desconhecido
Uma nova vida começa para nós a cada segundo. Deixemo-nos ir
alegremente ao seu encontro. Temos que insistir, quer lá, cheguemos ou não, e
caminharemos melhor olhando para o futuro em vez do passado.
Jerome K. Jerome
(1859 – 1927)
Não há atalhos para nenhum sítio onde valha a pena ir.
Beverly Sills, N. 1929
Aqueles que enfrentam o presente sem o peso do passado, sem
as distracções do futuro, são aqueles que vivem, que fazem o melhor uso das
suas vidas…
Alban Goodier, em The School of Love
Susan M. Watkins, N. 1945
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Pensamento
“Eu não sou tão forte como previa, nem tão fraco como temia.
Não tenho o passo rápido como gostaria, nem sou tão lento como esperariam.
Aprendi a equilibrar-me nos extremos! Se não tenho direito a escolher todos os
acontecimentos, posiciono-me perante os factos. No final, o que me move não é
forte o suficiente para me derrubar, mas é intenso o bastante para me fazer ir
mais além.”
Fernanda Gaona
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Este Mês :: 7 de Outubro
Nossa Senhora do Rosário é o título recebido pela aparição
mariana a São Domingos de Gusmão em 1208 na Igreja de Prouille, em que Maria
lhe dá o rosário. Em agradecimento pela vitória da Batalha de Muret, Simon de
Montfort construiu o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Vitória. Em
1572 o Papa Pio V institui “Nossa Senhora da Vitória” como uma festa litúrgica
para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto. (…) Após as reformas do
Concílio Vaticano II, a festa foi renomeada para Nossa Senhora do Rosário. A
festa tem a classificação litúrgica de memória universal e é comemorada dia 7
de Outubro.
15 outubro 2013
Folha Dominical 35
XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos.
Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano.
Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?» E disse o homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».
(Lc 17, 11-19)
2. Celebrado cinquenta anos depois do início do Concílio Vaticano II, este Ano da Fé serve de estímulo para a Igreja inteira adquirir uma renovada consciência da sua presença no mundo contemporâneo, da sua missão entre os povos e as nações. A missionariedade não é questão apenas de territórios geográficos, mas de povos, culturas e indivíduos, precisamente porque os «confins» da fé não atravessam apenas lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e mulher. O Concílio Vaticano II pôs em evidência de modo especial como seja próprio de cada baptizado e de todas as comunidades, sobretudo diocesanas e paroquiais, e é nelas que, de certo modo, se torna visível, pertence a estas dar também testemunho de Cristo perante as nações» (Decr. Ad gentes, 37). Por isso, cada comunidade é interpelada e convidada a assumir o mandato, confiado por Jesus aos Apóstolos, de ser suas «testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo» (Act 1, 8); e isso, não como um aspecto secundário da vida cristã, mas um aspecto essencial: todos somos enviados pelas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos arautos do seu Evangelho. Convido os bispos, os presbíteros, os conselhos presbiterais e pastorais, cada pessoa e grupo responsável na Igreja a porem em relevo a dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio compromisso apostólico não é completo, se não incluir o propósito de «dar também testemunho perante as nações», perante todos os povos. Mas a missionariedade não é apenas uma dimensão programática na vida cristã; é também uma dimensão paradigmática, que diz respeito a todos os aspectos da vida cristã.
(da Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2013)
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04 outubro 2013
Pensamento
“Eu hei-de esculpir o futuro ao jeito do criador que extrai
a obra de mármore a golpes de cinzel. E caem uma a uma as escamas que escondiam
o rosto de Deus. E os outros dirão: este mármore continha este Deus. Ele o que
fez foi encontrá-lo. E o gesto dele não passava de um meio. Mas eu cá digo que
ele não calculava, ele forjava a pedra, o sorriso do rosto está muito longe de
ser feito de suor, de faíscas, de golpes de cinzel e de mármore. O sorriso não
é da pedra, mas sim do criador. Liberta o homem, e ele criará.”
Antoine de Saint-Exupéry
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03 outubro 2013
Gonçalo Salgueiro - Monte das Oliveiras
Já toda a gente ouviu falar dos espectáculos do Filipe La Feria, ou até mesmo vê-los. Eu nunca fui ver nenhum, mas sempre fui ouvindo falar, na televisão, nos jornais, nas revistas, etc... E num dia desta semana, deu na televisão que ia para o Porto uma peça do Melhor de La Feria, que se não me engano começa hoje, e aproveitaram para o actor Gonçalo Salgueiro fazer uma actuação (já só vi essa) e fiquei fã, principalmente do Gonçalo Salgueiro que tem uma voz, uma emoção e que faz com toda a alma e paixão. E fica aqui o vídeo da música que me apaixonou:
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Folha Dominical 34
XXVI Domingo do Tempo Comum
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem
rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente
todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de
chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães
vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado
pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão
dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a
seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia
Lázaro para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque
estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que
recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele
encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre
nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós,
não poderia fazê-lo’.
O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à
minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de
que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm
Moisés e os Profetas. Que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se
algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se
não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos
mortos, não se convencerão’.
(Lc, 16, 19-31)
No Evangelho deste domingo (Lc 16, 19-31), Jesus narra a
parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O primeiro vivo no luxo e no egoísmo,
e quando morre, vai para o inferno. Ao contrário, o pobre, que se alimenta com
as migalhas que caem da mesa do rico, quando morre é levado pelos anjos para a
casa eterna de Deus e dos santos. «Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso
é o Reino do Deus» (Lc 6, 20). Mas a mensagem da parábola vai além: recorda que,
enquanto estivermos neste mundo, devemos ouvir o Senhor que nos fala
mediante as sagradas Escrituras e viver
segundo a sua vontade, caso contrário, depois da morte, será demasiado tarde
para se corrigir. Portanto, esta parábola diz-nos duas coisas: a primeira é que
Deus ama os pobres e eleva-os da sua humilhação; a segunda é que o nosso
destino eterno está condicionado pela nossa atitude, compete a nós seguir o
caminho que Deus nos mostrou para alcançar a vida, e este caminho é o amor,
entendido não como sentimento, mas como serviço aos outros, na caridade de
Cristo.
(Bento XVI, do ângelus 26/09/2010)
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