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20 março 2014

Leituras romântico-dramáticas...

Hoje terminei mais um livro de Nicholas Sparks, Corações em Silêncio, é um Romance Dramático, mas lá está, com um final feliz. Gostei, houve umas partes que fiquei algum tempo até voltar a pegar para ler, mas assim que cheguei à recta final, foi sempre a marchar até à última folha. Em resumo trata-se de duas pessoas que graças ao destino e infelizmente devido a um acidente cruzam-se na vida um do outro, relacionam-se, no entanto devido ao passado de Taylor ele não dá hipótese a si mesmo e em menos de nada a relação termina, ele perde pessoas que ama e por fim é confrontado com a dura realidade e redime-se à felicidade. Deixo aqui o resumo do livro:
“Confrontado com situações de extremo perigo, Taylor McAden, bombeiro voluntário, expõe-se até ao limite do risco. Denise é uma jovem mãe solteira, cujo filho de cinco anos sofre de um inexplicável atraso de desenvolvimento e a quem ela devota a sua vida numa tentativa de o ajudar. Mas o acaso vai aproximar estes seres. Numa noite de tremendo temporal, Denise tem um acidente de automóvel e é Taylor que vem socorrê-la. Embora muito ferida, a jovem depressa toma consciência de que o filho já não se encontra na sua cadeirinha, no banco de trás. Taylor irá até ao fim de uma angustiante noite de buscas para o encontrar. Foram tecidas as primeiras malhas que os vão ligar – o pequeno Kyle desabrocha ao calor da ternura daquele homem. Denise abandona-se à alegria de um amor nascente. Mas Taylor traz consigo cicatrizes antigas, que não o deixam manter compromissos de longa duração.”




15 outubro 2012

Leituras...


Em menos de nada despachei dois livros, um de Carlos Ruiz Záfon – O Prisioneiro do Céu e Dei-te o melhor de mim, de Nicholas Sparks. Foram dois grandes livros, de grandes autores e de fácil leitura. O Prisioneiro do Céu é uma continuação da história já abordada, das mesmas personagens dos livros anteriores lidos (A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo). Logo no início umas das personagens disse: “Talvez, se me pusesse de cuecas a decorar a montra conseguíssemos que uma fêmea ávida de literatura e de emoções fortes aqui entrasse e fizesse compras, porque, de acordo com os especialistas, o futuro da literatura depende das mulheres, e até Deus jurara que está ainda por nascer criatura capaz de resistir aos atractivos agrestes deste corpo serrano” em relação às poucas vendas da livraria e de poderem chamar a atenção de novos compradores, nomeadamente feminina. Isto tudo para mostrar que todo o livro tem uma linguagem acessível e um tanto humorada, claro que a agressividade e drama também lá está mas este livro em relação aos outros foi mais compatível com a realidade. Já o livro de Nicholas Sparks, é de referir que foi o primeiro que li, nem me lembro de ver algum filme da sua autoria mesmo sabendo que era um bom filme, por isso preferi pegar primeiro num livro novo dele para ver se me “seduzia” ou se fazia tanto chorar como muita gente o dizia. E digo a verdade, o livro Dei-te o Melhor de Mim é daquelas histórias de me fazer arrepiar, parece parvoíce mas é a verdade e no final só não chorei para não parecer mal, mas o facto é que o final foi triste e é ainda mais triste saber que aquela história pode ser real e que pode estar a acontecer em algum lado deste mundo. Gostava de contar resumidamente a história mas é complicado mas posso dizer que se trata de dois adolescentes de diferentes estratos sociais que se amaram verdadeiramente, aquele amor que dói quando se separa mas que se teve mesmo de se separar porque ele (pobre) queria o melhor para ela (rica) e assim deixou partir o amor que nunca mais na vida haveria de encontrar. Ao fim de vinte e cinco anos tiveram que se voltar a encontrar devido a uma morte comum aos dois, que fez com que revivessem tudo novamente, mas ela já tinha uma vida de casada e com filhos e ele que sempre deu o melhor dele, em prol dela teve uma vida para lá de dramática… e o fim dele não é bonita, é triste mesmo, devo dizer mesmo que ele deu o melhor dele. E só de me lembrar de toda a história volto a arrepiar-me. E se calhar é isto que lhe faz um bom autor e tão badalado, pelo facto das histórias serem tocantes e de não terem o tal final feliz (que nós leitores perante a história estamos à espera) que na vida real nem sempre o há. Mas gostei e quando tiver oportunidade farei questão de voltar a ler outros livros dele e comparar com os filmes.
   

Carlos Ruiz Záfon e Nicholas Sparks, respectivamente (fotos da Internet)