01 fevereiro 2011

Conto XX

Acto Irreflectido

Depois de 20 longos anos de trabalho por conta de outrem, orgulhoso, o Sr. Mário chama a sua esposa para ver o camião novo que acabara de comprar. O primeiro que conseguira após todos aqueles anos de sufoco. A partir daquele dia, seria patrão de si próprio.
Ao chegar à porta de sua casa com a esposa, encontra seu filho de 6 anos, a martelar alegremente a chapa brilhante do camião. Irado, aos berros, pergunta o que o filho estava a fazer e, sem hesitar, no meio de seu furor, martela impiedosamente as mãos do filho, ficando este a chorar sem entender o que estava a acontecer.
A mulher do camionista, corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando junto ao filho consegue trazer o curativo das lesões provocados pelo pai.
Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado, bastante abatido, chama os pais e informa que as lesões provocadas foram de tão grande extensão, que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados, mas que de resto o menino era forte e tinha resistido bem ao acto cirúrgico.
Ao acordar, o menino foi só sorrisos e disse ao pai:
- Pai desculpa-me, só queria arranjar o teu camião, como tu me ensinaste no outro dia. Não fiques chateado comigo!
O pai enternecido, disse que não tinha importância, já não estava chateado e não havia estragado a chapa do seu camião.
O menino com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não estás mais aborrecido comigo?
- Não! – respondeu o pai.
- Se estou perdoado pai, quando vão nascer de novo os meus dedinhos?
Moral da história:
Apesar de forte, esta história tem um cunho bem real. Na hora da “ira”, magoamos profundamente quem amamos. Muitas das vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos. Assim espero que ao lerem esta história, fiquem tão impressionados como eu fiquei. Pense nas suas atitudes e reflicta para ver o quanto tem sido impetuosos e, se for possível, mude os seus comportamentos, a fim de evitar danos maiores e irreversíveis, como o pai desta criança.

31 janeiro 2011

A culpa é das frieras!!

Hoje deu.me para fazer uma reflexão sobre o corpo em que tive a sorte de calhar, na verdade, até nem tenho queixas pois sempre incuti para mim mesma que ninguém é perfeita/o logo não iria ser eu a primeira a ter essa sorte. E então lá estive a reflectir e cheguei à conclusão que realmente sem algumas coisinhas até me sentiria muito mais feliz. Sei que passaria muito melhor sem as carradas de comedons que se alojam no meu nariz e que teimam em não desaparecer pois pelos vistos a papinha que é lá servida alimenta.os muito bem; já não digo que os pêlos em excesso me incomodam, mas passaria muito melhor se eles não se decidissem em encravar; mais uma gordurazinha localizada no abdómen que poderia desaparecer e uma celulite que podia deixar de querer dar nas vistas. Mas com o que eu passava mesmo, mesmo bem era sem a má circulação sanguínea, é que ter destas coisas é muito complicado, pois é sempre na altura do Inverno que sofro mais, ora é nesta altura que fico completamente com a cor da pele alternada entre o vermelho, roxo e quase preto, é nesta altura que fico sempre com as mãos e pés frios, e que ganho as belas das frieiras e por isso mesmo este ano já tenho duas a chatear.me, mas quando era mais nova ainda era pior, por isso tenho esperanças que para o ano e para o outro e para sempre isto melhore!

27 janeiro 2011

Dietas

Perante as questões que coloquei aqui acerca de quem poderia ter realizado umas determinadas dietas, cheguei à conclusão que ninguém faz dietas (pelo menos as que eu mencionei)!! Mas também digo, fazem muito bem, segundo o que pesquisei são dietas parvas que de certo em algumas pessoas correria mal. Um conselho de “amiga” que deixo, é que não façam dietas, basta terem uma alimentação saudável seguindo a roda dos alimentos, olhando para ela como se fosse um prato e dessa forma comer conforme a porção que lá está, e ir variando os alimentos de cada porção. Isto e sempre complementando com exercício físico e claro se puderem também complementar com alguns tratamentos estéticos adequados às necessidades (aqui só para puxar a brasa à minha sardinha =p). E façam o que eu digo mas não façam o que eu faço, visto que só hoje já enfardei quase um pacote de amoras! Até senti os meus adipócitos a baterem palminhas... Tristezaaa!

26 janeiro 2011

Conto XIX

Felicidade

Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim – escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida – mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!

João Pereira Coutinho, Jornalista

In Portugal II

Ora bem, com o observar destas últimas eleições chego à conclusão que estes portugueses, que outrora fizeram uma revolução deitando a baixo uma ditadura, estão bem, felizes, e se pudessem andavam em festas todos dias. Porque não se viu uma ponta de interesse na mudança, ninguém chegou ao dia 23 e pensou “hoje vou mudar o rumo a este país, ou pelo menos, vou contribuir” porque se todas as pessoas pensassem desta maneira tenho a certeza que hoje já não estava lá o mesmo Presidente. É inadmissível que a percentagem dos eleitores que se dirigiram às urnas seja praticamente igual aos que não meteram lá o pé, ou por outro lado, foram mas afinal o grande Cartão Único não tem lá números de eleitor visíveis e as máquinas que deveriam ler estes, ainda nem sequer de perto nem de longe estão disponíveis. Só por ai, por mim, as eleições já deveriam ter sido adiadas. Mas voltando ao inicio, perante estes acontecimentos é óbvio que os portugueses não querem mudança, é óbvio que não querem melhorias, é óbvio que querem se manter à sombra da bananeira, querem continuar como estão, porque evidentemente Portugal não está em crise nem nada. É nestes momentos que dá vontade de dizer como uma Formadora de Legislação Laboral nos dizia, e que já lá vão uns meses: “Acreditem, está mau, mas ainda vai ficar muito pior”. Pois é, mas vamos ver como isto tudo vai continuar, bem ou mal, cá estamos.
E nada melhor do que um comentário destes para complementar a minha opinião.

1 aninho oficialmente de volante na mão

E ontem fez um ano de ter a carta de condução. Como me podia ter quase esquecido…


Ferrari FF (4x4)


Um destes para mim é que era fofinhoo =p

25 janeiro 2011

Filtro Solar

Já tinha visto este vídeo há muito tempo para não dizer anos, e hoje voltei a ver... e adoro! Sou da opinião que desta maneira todos seriamos mais felizes.

19 janeiro 2011

Conto XVIII

«Olá Jesus, eu sou o Zé»

Todos os dias, ao meio-dia um pobre velho entrava na igreja, e poucos minutos depois saia.
Um dia o sacristão perguntou-lhe o que fazia:
- Venho rezar, respondeu o velho.
- Mas é estranho, que você consiga rezar tão depressa.
- Bem, retorquiu o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas todos os dias, eu entro na igreja e só digo:
- “Olá Jesus, eu sou o Zé, vim visitar-Te”. Num minuto estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho a certeza que Ele ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num Hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos: os doentes mais tristes tornaram-se mais alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas:
- Zé – disse-lhe a irmã – os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre…
- É verdade irmã, estou sempre alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias. Faz-me feliz.
A irmã ficou atónita. Já tinha notado que a cadeira encostada à cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era velho solidário sem ninguém.
- Que visita? A que horas?
- Todos os dias ao meio-dia. Ele fica ao pé da cama. Quando olho para Ele, Ele sorri e diz: “Olá Zé, eu sou Jesus, vim visitar-te”.

17 janeiro 2011

Música para os meus ouvidos II

Hurts - Wonderful Life

Tron


Pois bem, habitualmente sou eu que reboco o homem para ir ver os filmes que me interessam, no entanto desta vez, foi ele que me rebocou até ao cinema... inicialmente a ideia era para ver o Skyline, no entanto logo se passou para ver Tron. Não achei muita graça à ideia mas lá lhe fiz o favor de o acompanhar. No fim, ele é que não achou muita graça ao filme, diz que devem ter gasto muito dinheiro em luz. Ironia do destino que eu até gostei bastante e adorei as músicas de fundo.